Lei Complementar nº 84, de 1996
Análise▾
Impacto — resumo
Lei Complementar que instituiu contribuições previdenciárias sobre remunerações pagas a autônomos e cooperados (15% sobre pagamentos a pessoas físicas sem vínculo e 2,5% adicional para instituições financeiras). Foi revogada pela Lei nº 9.876/1999, portanto não produz mais efeitos jurídicos diretos.
Impacto — detalhado
A LC nº 84/1996 criou duas novas fontes de custeio para a Seguridade Social, com fundamento no art. 195, §4º da Constituição Federal: I) contribuição de 15% sobre remunerações pagas por empresas a pessoas físicas sem vínculo empregatício (autônomos, avulsos, empresários); II) contribuição de 15% a cargo das cooperativas de trabalho sobre valores pagos a cooperados por serviços prestados a pessoas jurídicas. Para o setor financeiro (bancos, seguradoras, etc.), instituiu adicional de 2,5% sobre a mesma base. A Lei nº 9.876/1999, que introduziu o fator previdenciário e alterou a sistemática de contribuição de autônomos e empresários, revogou expressamente esta LC, absorvendo e modificando suas regras. Portanto, embora a norma tenha tido impacto relevante entre 1996 e 1999, atualmente está revogada.
Quem é afetado
Historicamente (1996-1999): empresas e pessoas jurídicas em geral, cooperativas de trabalho, e instituições financeiras (bancos, seguradoras, sociedades de crédito, corretoras, entidades de previdência privada). Atualmente: nenhum contribuinte diretamente, pois a norma está revogada.
O que fazer
Nenhuma ação prática — norma revogada pela Lei nº 9.876/1999. Para fins de pesquisa histórica ou contencioso referente a períodos pretéritos (1996-1999), consultar os registros de recolhimento da época.
Taxonomia▾
Tributos afetados
UFs afetadas
Relações▾
Prazos e Timeline▾
Prazos
Timeline
Publicação da LC nº 84/1996 no Diário Oficial
Entrada em vigor na data de publicação, com efeitos a partir do primeiro dia do mês seguinte ao 90º dia da publicação
Revogação pela Lei nº 9.876, de 26 de novembro de 1999
Texto Integral▾
Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI COMPLEMENTAR Nº 84, DE 18 DE JANEIRO DE 1996 Revogada pela Lei nº 9.876, de 26.22.99 Texto para impressão Produção de efeito (Regulamento) (Vide Constituição art195§4) Institui fonte de custeio para a manutenção da Seguridade Social, na forma do § 4º do art. 195 da Constituição Federal, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Para a manutenção da Seguridade Social, ficam instituídas as seguintes contribuições sociais: I - a cargo das empresas e pessoas jurídicas, inclusive cooperativas, no valor de quinze por cento do total das remunerações ou retribuições por elas pagas ou creditadas no decorrer do mês, pelos serviços que lhes prestem, sem vínculo empregatício, os segurados empresários, trabalhadores autônomos, avulsos e demais pessoas físicas; e II - a cargo das cooperativas de trabalho, no valor de quinze por cento do total das importâncias pagas, distribuídas ou creditadas a seus cooperados, a título de remuneração ou retribuição pelos serviços que prestem a pessoas jurídicas por intermédio delas. Art. 2º No caso de bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, empresas de seguros privados e de capitalização, agentes autônomos de seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e fechadas, é devida a contribuição adicional de dois e meio por cento sobre as bases de cálculo definidas no art. 1º. Art. 3º Quando as contribuições previstas nos arts. 1º e 2º se referirem a pagamento a autônomo que esteja contribuindo em classe de salário-base sobre a qual incida alíquota máxima, o responsável pelos recolhimentos poderá optar pela contribuição definida nos artigos citados, ou por efetuar o pagamento de vinte por cento do salário-base da classe em que o autônomo estiver enquadrado. § 1º Na hipótese de o autônomo estar dispensado do recolhimento de contribuição sobre salário-base, considerar-se-á, para fins deste artigo, o salário-base da classe inicial. § 2º Na hipótese de o autônomo estar contribuindo em uma das três primeiras classes de salário-base, a contribuição corresponderá a vinte por cento do salário-base da classe 4. Art. 4º As contribuições a que se refere esta Lei Complementar serão arrecadadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e estarão sujeitas às mesmas condições, prazos, sanções e privilégios, inclusive no que se refere à cobrança judicial, constantes das normas gerais ou especiais pertinentes às demais contribuições arrecadadas por essa entidade. Art. 5º Para os fins do disposto nesta Lei Complementar, aplicam-se subsidiariamente os dispositivos da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 , com suas alterações posteriores, inclusive as penalidades por seu descumprimento. Art. 6º Ficam mantidas as demais contribuições sociais previstas na legislação em vigor. Art. 7º O Poder Executivo regulamentará esta Lei Complementar no prazo de sessenta dias a contar de sua publicação. Art. 8º Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir do dia primeiro do mês seguinte ao nonagésimo dia daquela publicação. Art. 9º Revogam-se disposições em contrário. Brasília, 18 de janeiro de 1996; 175º da Independência e 108º da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Reinhold Stephanes Este texto não substitui o publicado no DOU de 13.9.1995 *
Metadados▾
LC-84-1996legislativo