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LEGIS.Lei Complementarvigente

Lei Complementar nº 3, de 1967

Publicação: 07/12/1967Nº: 3/1967
Análise

Impacto — resumo

Norma histórica que instituiu os Orçamentos Plurianuais de Investimento no Brasil — está REVOGADA desde 1969 pelo Ato Complementar nº 43. Não produz qualquer efeito jurídico atual e não impõe obrigações vigentes a contribuintes ou à administração tributária.

Impacto — detalhado

A Lei Complementar nº 3/1967 estabeleceu o arcabouço jurídico para os Planos Nacionais Quinquenais e os Orçamentos Plurianuais de Investimento (OPI), abrangendo despesas de capital de todos os poderes e órgãos da administração direta e indireta. A norma definia a elaboração de Planos Nacionais Quinquenais pelo Executivo, submetidos ao Congresso Nacional até 1º de março do ano anterior ao término do plano vigente, com prazo de 120 dias para apreciação legislativa e aprovação tácita em caso de silêncio. Os OPIs, com vigência trienal, eram a expressão financeira dos programas setoriais e regionais, elaborados sob a forma de orçamento-programa. A lei previa reajustes anuais, possibilidade de o Legislativo elaborar o plano em caso de omissão do Executivo (§3º do art. 3º, promulgado após veto), e disciplina de emendas parlamentares (art. 13, também promulgado após veto). A norma foi inteiramente revogada pelo Ato Complementar nº 43, de 1969, que a substituiu por novo regime de planejamento. Trata-se de peça de interesse exclusivamente histórico, sem qualquer vigência ou repercussão na ordem jurídica atual.

Quem é afetado

Ninguém — norma integralmente revogada em 1969. Afetava originalmente a União, Estados, Municípios, Distrito Federal e todos os órgãos da administração direta e indireta no tocante ao planejamento orçamentário.

O que fazer

Nenhuma ação necessária. Norma revogada há mais de cinco décadas. Pode ser consultada apenas para fins de pesquisa histórica ou compreensão da evolução do direito orçamentário brasileiro.

Taxonomia

UFs afetadas

Nacional
Relações

Decorre de

Nenhuma norma anterior identificada

Histórico e alterações

Sem alterações registradas

Implementado por

Nenhum desdobramento identificado

Prazos e Timeline

Timeline

Publicação11/12/1967

Publicação original no Diário Oficial da União

Alteração26/03/1968

Promulgação das partes mantidas pelo Congresso Nacional após veto presidencial (arts. 3º §3º, 8º, 10, 12 III, 13 e 16 parágrafo único)

Revogação29/01/1969

Revogada integralmente pelo Ato Complementar nº 43, de 29 de janeiro de 1969

Texto Integral
Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI COMPLEMENTAR Nº 3, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1967 Revogada pelo Ato Complementar nº 43, 1969. Texto para impressão Mensagem de Veto Partes mantidas pelo Congresso Nacional Dispõe sobre os Orçamentos Plurianuais de Investimento, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar: Art. 1º - Na forma do disposto no art. 46, inciso III, da Constituição , serão elaborados planos nacionais, observadas as regras estabelecidas nesta Lei. Art. 2º - Entende-se por Plano Nacional o conjunto de decisões harmônicas destinadas a alcançar, no período fixado, determinado estágio de desenvolvimento econômico e social. § 1º - O Plano Nacional será apresentado sob a forma de diretrizes gerais e dele constarão as definições básicas adotadas, os elementos de informação que as justificarem e a determinação dos objetivos globais pretendidos. § 2º - O Plano Nacional deverá indicar as decisões alternativas que poderão ser adoradas durante sua execução, a fim de que o resultado final seja efetivamente alcançado. Art. 3º - O Poder Executivo elaborará Planos Nacionais Qüinqüenais, que serão submetidos à deliberação do Congresso Nacional até o dia 1º de março do ano imediatamente anterior ao término do Plano Nacional que estiver em vigor. § 1º - O Congresso Nacional apreciará cada Plano Nacional no prazo de 120 dias. § 2º - Esgotado o prazo previsto no parágrafo anterior, sem deliberação, a matéria será considerada aprovada. § 3º - (Vetado). Art. 4º - Em decorrência do Plano Nacional, os projetos a serem executados, sob a responsabilidade do Poder Público, serão ordenados em programas setoriais e regionais. Art. 5º - O Orçamento Plurianual de Investimento é a expressão financeira dos programas setoriais regionais, consideradas, exclusivamente, as despesas de capital. Art. 6º - O Orçamento Plurianual de Investimento, que abrangerá período de três anos, será elaborado sob a forma de orçamento-programa e conterá: I - os programas setoriais, seus subprogramas e projetos e o respectivo custo, especificados os recursos anualmente destinados à sua execução; II - os programas setoriais determinarão os objetivos a serem atingidos em sua execução. Art. 7º - O Orçamento Plurianual de Investimento indicará os recursos orçamentários e extraorçamentários necessários à realização dos programas, subprogramas e projetos, inclusive os financiamentos contratados ou previstos, de origem interna ou externa. Art. 8º - (Vetado). Parágrafo único - (Vetado). Art. 9º - O Poder Executivo, através de proposição devidamente justificada e acompanhada de relatório sobre a fase executada, poderá anualmente solicitar ao Congresso Nacional seja reajustado o Orçamento Plurianual de Investimento, compreendendo: a) inclusão de novos projetos; b) alteração dos existentes; c) exclusão dos não-iniciados, comprovadamente inoportunos ou inconvenientes; e d) retificação dos valores das despesas previstas. § 1º - O reajustamento far-se-á pelo acréscimo de um exercício desde que não utrapasse o período de vigência do Plano Nacional Qüinqüenal a que se refere. § 2º - Os projetos a que se refere este artigo estão sujeitos às mesmas normas de procedimento aplicáveis aos projetos de Orçamento Plurianual de Investimento. Art. 10 - (Vetado). Art. 11 - O Poder Executivo estimará, quando for o caso, o acréscimo dos custos de operação resultantes dos investimentos previstos. Art. 12 - Preservadas a consistência e coerência dos programas e projetos contidos no Orçamento Plurianual de Investimento, o Poder Legislativo deliberará sobre: I - o mérito dos objetivos selecionados, sua compatibilidade e adequação com os objetivos do Plano Nacional; II - o mérito das prioridades fixadas; III - (Vetado). IV - a previsão dos recursos indicados para atender às despesas de capital. Art. 13 - (Vetado). I - (Vetado). II - (Vetado). III - (Vetado). Art. 14 - O Congresso Nacional deverá apreciar os Orçamentos Plurianuais de Investimento no prazo de 120 (cento e vinte) dias. Parágrafo único - Esgotado o prazo previsto neste artigo, sem deliberação, a matéria será considerada aprovada. Art. 15 - Em caráter excepcional, por não existir Plano Nacional aprovado pelo Congresso Nacional, o Poder Executivo instruirá o primeiro projeto de Orçamento Plurianual de Investimento com a enunciação dos princípios de política econômico-financeira que orientarão sua atividade no período e com a definição dos objetivos gerais, setoriais e regionais que pretende alcançar através da execução dos programas e projetos incluídos no orçamento plurianual de investimento. Art. 16 - Na Mensagem a que se refere o inciso XIX do art. 83 da Constituição federal , o Poder Executivo apresentará elementos de informação que permitam analisar os resultados obtidos com a execução do Plano Nacional e dos programas, subprogramas e projetos incluídos no Orçamento Plurianual de Investimento. Parágrafo único - (Vetado). Art. 17 - Não será objeto de tramitação, devendo ser arquivada, por ato do Presidente do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, qualquer proporção que implique em alterar o Plano Nacional, aprovado pelo Congresso Nacional, a não ser as de iniciativa do Poder Executivo, na forma estabelecida nesta Lei. Art. 18 - Os Estados, os Municípios e o Distrito Federal adaptarão seus orçamentos, no que for aplicável, ao disposto nesta Lei. Art. 19 - O Primeiro Plano Nacional Qüinqüenal será encaminhado ao Congresso Nacional até o dia 1º de março de 1969. Art. 20 - O primeiro projeto de Orçamento Plurianual de Investimento deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional até o dia 1º de março de 1968, e abrangerá os anos de 1968, 1969 e 1970. Parágrafo único - Na elaboração legislativa do primeiro projeto de Orçamento Plurianual de Investimento, observar-se-á o seguinte: a) o prazo para apreciação do projeto será de 90 dias; b) o projeto será considerado aprovado se não houver deliberação no prazo de 90 (noventa) dias. Art. 21 - A presente Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Brasília, 7 de dezembro de 1967; 146º da Independência e 79º da República. A. COSTA E SILVA Hélio Beltrão Este texto não substitui o publicado no DOU de 11.12.1967 e retificado em 21.12.1967 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI COMPLEMENTAR Nº 3, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1967 Dispõe sobre os Orçamentos Plurianuais de Investimento, e dá outras providências. Dispõe sobre os Orçamentos Plurianuais de Investimento, e dá outras providências. Faço saber que o Congresso Nacional manteve, após veto Presidencial, e eu, GILBERTO MARINHO, Presidente do SENADO FEDERAL, promulgo as seguintes partes do Projeto que se transformou na Lei Complementar nº 3, de 7 de dezembro de 1967: "Art. 3º § 3º O Poder Legislativo elaborará o Plano Nacional se o Poder Executivo não o encaminhar nas datas estabelecidas neste artigo." "Art. 8º O Orçamento Plurianual de Investimentos incluirá as despesas de capital de todos os Poderes, Órgãos e Fundos da Administração, direta ou indireta, sob qualquer de suas modalidades. Parágrafo único. Os projetos de lei orçamentária anual reproduzirão, quanto às despesas de capital, os correspondentes valores do Orçamento Plurianual de Investimentos anteriormente aprovado." " Art. 10. No Orçamento Plurianual de Investimentos, o Poder Executivo distinguirá os projetos em execução dos em formulação e o prazo previsto para início ou conclusão de cada um deles." "Art. 12. III - o mérito dos programas propostos, seus instrumentos de implementação, desdobramentos e conseqüências;" "Art. 13. Na fase de elaboração legislativa, não serão admitidas emendas ao projeto de Orçamento Plurianual de Investimentos que: I - elevem ou reduzam a despesa ou a receita global, salvo se, comprovadamente, ocorrer erro de estimativa; II - proponham a inclusão de projetos cujo custo estimado não possa ser justificado juntamente com a apresentação da emenda; III - modifiquem projetos a serem executados por órgãos da administração indireta, que não recebam subvenções ou transferência à conta do Orçamento." "Art. 16. Parágrafo único. Trimestralmente, o Poder Executivo remeterá ao Congresso Nacional elementos que permitam acompanhar e analisar a execução do Plano Nacional e do Orçamento Plurianual de Investimentos." Senado Federal, 26 de março de 1968. GILBERTO ARINHO Presidente do SENADO FEDERAL Este texto não substitui o publicado no DOU de 23.03.1968 *
Metadados
Assinatura07/12/1967
Primeira coleta24/07/2026, 18:08
Última verificação24/07/2026, 19:21
ID internoLC-3-1967
Fontelegislativo
Análise gerada por IA com base no texto oficial. Não constitui orientação jurídica ou contábil. Confira sempre o documento original. Como funciona
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