CONVÊNIO ICMS 27/26
Autoriza a concessão de benefícios fiscais destinados aos estabelecimentos localizados nos municípios declarados em estado de calamidade pública, definidos por legislação estadual, nos termos que especifica.
Análise▾
Impacto — resumo
Autoriza Minas Gerais a conceder isenção de ICMS para venda de máquinas e equipamentos a empresas situadas em municípios mineiros em calamidade pública, prorrogar pagamento do imposto sem multas/juros, dispensar estorno de crédito de mercadorias perdidas nas enchentes e isentar doações a entidades públicas e beneficentes.
Impacto — detalhado
Cláusula 1: Isenção plena de ICMS (interna + diferencial de alíquota interestadual) nas saídas de bens destinados ao ativo imobilizado (máquinas, partes, peças, acessórios) para contribuintes localizados nos municípios mineiros declarados em calamidade pública pelos Decretos Estaduais NE 166, 167 e 175/2026. A fruição exige declaração do estabelecimento comprovando ter sido atingido pelas chuvas intensas. O benefício alcança também o estorno do crédito fiscal (art. 21 da LC 87/96). Se o bem for alienado antes de 12 meses da aquisição, o ICMS dispensado deve ser recolhido. Cláusula 2: Prorrogação do pagamento do ICMS com dispensa de juros e multas, exclusivamente para: vencimentos de março/2026 – pagamento integral até 20/07/2026; vencimentos de abril/2026 – pagamento até 20/08/2026. Aplica-se a débitos próprios, substituição tributária e parcelamentos já em curso. O descumprimento do prazo anula o benefício integralmente, retroagindo os encargos à data original. O texto não autoriza restituição ou compensação de valores já recolhidos. Cláusula 3: Dispensa de estorno de crédito relacionado a mercadorias extraviadas, perdidas, furtadas, roubadas, deterioradas ou destruídas nos eventos climáticos, condicionada a declaração do contribuinte. Cláusula 4: Isenção total do ICMS nas saídas internas de bens e mercadorias, inclusive transporte, doados ao Governo de MG, Defesa Civil estadual, prefeituras mineiras e entidades beneficentes sem fins lucrativos sediadas em MG. A vigência expira em 31/12/2026 e os efeitos já estão em vigor desde a ratificação nacional (11/03/2026).
Quem é afetado
Empresas (indústria e comércio) vendedoras de máquinas, equipamentos, partes e peças para clientes situados nos municípios mineiros em calamidade; contribuintes mineiros desses municípios que adquiram ativo imobilizado; empresas de transporte nas doações da cláusula 4; contribuintes mineiros com débitos de ICMS de março e abril/2026 que queiram aderir à prorrogação sem multas; empresas que perderam mercadorias nos desastres climáticos; doadores de bens abrangidos pela cláusula 4; prefeituras e entidades beneficentes mineiras.
O que fazer
1) Vendedores de máquinas e equipamentos: verificar se o comprador está em município listado nos Decretos NE 166, 167 e 175/2026; emitir NF-e com o CFOP adequado (isenção) e sem débito de ICMS, mantendo documentação probatória (declaração do adquirente declarando ter sido atingido). 2) Empresas com débitos de ICMS referentes a março e abril/2026: protocolar pedido administrativo junto à SEF-MG dentro do prazo da legislação interna para gozar da prorrogação e quitar integralmente até 20/07/2026 (março) e 20/08/2026 (abril). 3) Contribuintes que perderam mercadorias nos eventos climáticos: emitir declaração nos termos da legislação mineira e ajustar a EFD-ICMS/IPI para não estornar os créditos correspondentes. 4) Doadores às entidades listadas na cláusula 4: emitir documentos fiscais com isenção, sem débito, mantendo o crédito das entradas. 5) Implementar controles internos para monitorar alienação de ativos adquiridos com isenção inferiores a 12 meses e recolher o ICMS dispensado se necessário.
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Imprimir CONVÊNIO ICMS Nº 27, DE 5 DE MARÇO DE 2026 Publicado no DOU de 06.03.26, pelo despacho 11/26 . Ratificação Nacional no DOU de 11.03.26, pelo Ato Declaratório 06/26 . Autoriza a concessão de benefícios fiscais destinados aos estabelecimentos localizados nos municípios declarados em estado de calamidade pública, definidos por legislação estadual, nos termos que especifica. O Conselho Nacional de Política Fazendária - CONFAZ , na sua 420ª Reunião Extraordinária, realizada em Brasília, DF, no dia 5 de março de 2026, tendo em vista o disposto na Lei Complementar nº 24, de 7 de janeiro de 1975, resolve celebrar o seguinte CONVÊNIO Cláusula primeira O Estado de Minas Gerais fica autorizado a conceder, relativamente ao Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS, isenção incidente nas saídas decorrentes de venda de mercadorias destinadas ao ativo imobilizado, bem como partes, peças e acessórios de máquinas, ainda que adquiridos em separado, para estabelecimentos de contribuintes localizados nos municípios declarados em estado de calamidade pública e listados pelos Decretos Estaduais NE 166, de 24 de fevereiro de 2026, NE 167, de 24 de fevereiro de 2026 e NE 175, de 26 de fevereiro de 2026, nas seguintes operações: I - internas; II - interestaduais, relativamente à diferença entre as alíquotas interna e interestadual. § 1º O Estado de Minas Gerais fica autorizado a não exigir o estorno do crédito fiscal, nos termos do art. 21 da Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996, nas operações de que trata este convênio. § 2º No caso de venda do ativo imobilizado, bem como das partes, peças e acessórios de que tratam o “caput”, antes de 12 (doze) meses da data da aquisição, deverá ser efetuado o recolhimento do ICMS dispensado, nos termos da legislação estadual. § 3º Para fruição do benefício de que trata esta cláusula, o estabelecimento destinatário do benefício deverá declarar que foi atingido pelos eventos climáticos de Chuvas Intensas, nos termos e na forma prevista na legislação estadual. Cláusula segunda O Estado de Minas Gerais, nos termos da legislação interna, fica autorizado a prorrogar os pagamentos e a não exigir os valores correspondentes a juros e multas relativos ao atraso no pagamento do ICMS referente a fatos geradores a seguir discriminados, condicionado ao pagamento integral do imposto até as seguintes datas: I - fatos geradores com vencimento em março de 2026, pagamento integral até 20 de julho de 2026; II - fatos geradores com vencimento em abril de 2026, pagamento integral até 20 de agosto de 2026. Parágrafo único. A aplicação do disposto nesta cláusula: I - depende da observação integral das condições estabelecidas na legislação interna, sendo afastados os seus efeitos, com a exigência dos juros e das multas devidas desde a data do vencimento original do imposto, em qualquer hipótese que resulte na inobservância do prazo de pagamento estabelecido; II - não autoriza a restituição ou compensação de importâncias já pagas; III - abrange, inclusive, o débito de responsabilidade por substituição tributária e outras; IV - o disposto nos incisos I e II do “caput” desta cláusula se aplica também aos parcelamentos em vigor na data de publicação deste convênio. Cláusula terceira O Estado de Minas Gerais fica autorizado a não exigir o estorno do crédito relativo à entrada das mercadorias existentes em estoque que tenham sido extraviadas, perdidas, furtadas, roubadas, deterioradas ou destruídas, em decorrência dos eventos climáticos que levaram à declaração do estado de calamidade pública de que trata este convênio. Parágrafo único. Para fruição do benefício de que trata esta cláusula, o estabelecimento deverá declarar, nos termos da legislação interna, que foi atingido pelos eventos climáticos de que tratam os decretos estaduais referidos na cláusula primeira. Cláusula quarta O Estado de Minas Gerais fica autorizado a conceder isenção do ICMS para as saídas internas de bens e mercadorias decorrentes de doações, inclusive quanto ao correspondente serviço de transporte, destinadas ao Governo do Estado de Minas Gerais, à Defesa Civil do Estado de Minas Gerais, às Prefeituras Municipais do Estado de Minas Gerais e às entidades beneficentes sem fins lucrativos domiciliadas no Estado de Minas Gerais. Parágrafo único. Em relação às operações ou prestações abrangidas pela isenção prevista nesta cláusula: I - não se exigirá o estorno do crédito do imposto relativo aos serviços tomados e às entradas de mercadorias para utilização como matéria-prima ou material secundário utilizado na fabricação ou embalagem do produto industrializado, bem como às mercadorias entradas para comercialização; II - ficará dispensado o pagamento do imposto eventualmente diferido. Cláusula quinta O Estado de Minas Gerais fica autorizado a estabelecer quaisquer outras condições para aplicação do disposto neste convênio. Cláusula sexta Este convênio entra em vigor na data da publicação de sua ratificação nacional no Diário Oficial da União, produzindo efeitos até 31 de dezembro de 2026. Voltar para o topo Desenvolvido com o CMS de código aberto Plone
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CONV-27-2026confaz